Lista das 31 pessoas mortas por terroristas da esquerda brasileira

MUITAS DE SUAS VÍTIMAS ERAM PESSOAS COMUNS:

SÓ TIVERAM A MÁ SORTE DE CRUZAR COM ESQUERDISTA

Prossigo com a lista das pessoas assassinadas pelos terroristas de esquerda. Seguem mais 31 nomes. Sempre que possível, identificam-se o grupo e os assassinos. Impressiona a quantidade pessoas comuns mortas pelos esquerdistas, gente que só cometeu o erro de ter cruzado o caminho desses grandes humanistas.


Quando a lista estiver completa, reparem que a ALN (Ação Libertadora Nacional) e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) estão entre os grupos mais violentos. À primeira, pertenceu o ministro Paulo Vannuchi, que hoje comanda a banda que quer a “revanche”; a ministra Dilma Rousseff, cuja pasta deu forma final ao “decreto”, integrou a segunda. Aos mortos:


20 - 07/01/69 - Alzira Baltazar de Almeida - dona de casa - Rio de Janeiro/RJ
Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua

21 - 11/01/69 - Edmundo Janot - Lavrador - Rio de Janeiro / RJ
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.

22 - 29/01/69 - Cecildes Moreira de Faria - Subinspetor de Polícia - BH/ MG

23 - 29/01/69 - José Antunes Ferreira - guarda civil-BH/MG
Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.

24 - 14/04/69 - Francisco Bento da Silva - motorista - SP
Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto

25 - 14/04/69 - Luiz Francisco da Silva - guarda bancário -SP
Também Morto durante o assalto acima relatado.

26 - 08/05/69 - José de Carvalho - Investigador de Polícia - SP
Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.

27 - 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil - SP
Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

28 - 27/05/69 - Naul José Montovani - Soldado PM - SP
Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

29 - 04/06/69 - Boaventura Rodrigues da Silva - Soldado PM - SP
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

30 - 22/06/69 - Guido Boné - soldado PM - SP
Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

31 - 22/06/69 - Natalino Amaro Teixeira - Soldado PM - SP
Morto por militantes da ALN na ação acima relatada.

32 - 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi - RJ
Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.

33 - 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM - SP
O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
- Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
- Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
- Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.

34 - 20/08/69 - José Santa Maria - Gerente de Banco - RJ
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente

35 - 25/08/69 - Sulamita Campos Leite - dona de casa, PA
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista

36 - 31/08/69 - Mauro Celso Rodrigues - Soldado PM - MA
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.

37 - 03/09/69 - José Getúlio Borba - Comerciário - SP
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

38 - 03/09/69 - João Guilherme de Brito - Soldado da Força Pública/SP
Morto na ação acima narrada.

39 - 20/09/69 - Samuel Pires - Cobrador de ônibus - SP
Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

40 - 22/09/69 - Kurt Kriegel - Comerciante - Porto Alegre/RS
Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

41 - 30/09/69 - Cláudio Ernesto Canton - Agente da Polícia Federal - SP
Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

42 - 04/10/69 - Euclídes de Paiva Cerqueira - Guarda particular - RJ
Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães

43 - 06/10/69 - Abelardo Rosa Lima - Soldado PM - SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

44 - 07/10/69 - Romildo Ottenio - Soldado PM - SP
Morto quando tentava prender um terrorista.

45 - 31/10/69 - Nilson José de Azevedo Lins- civil - PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar

46 - 04/11/69 - Estela Borges Morato - Investigadora do DOPS - SP
Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.

47 - 04/11/69 - Friederich Adolf Rohmann - Protético - SP
Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

48 - 14/11/69 - Orlando Girolo - Bancário - SP
Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.

49 - 17/11/69 - Joel Nunes - Subtenente PM - RJ
Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

50 - 18/12/69 - Elias dos Santos - Soldado do Exército - RJ
Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Os 19 assassinatos antes do AI -5 - Lista das 19 pessoas mortas por terroristas de esquerada tes do AI-5

O que é que os livros de história e boa parte da imprensa escondem de você, leitor? Apenas a verdade.

As esquerdas alegam que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, matou 424 dos seus militantes. É um número provavelmente inflado. Mortos comprovados são 293 - os outros constam como “desaparecidos” e se dá de barato que tenham sido mortos por “agentes do regime”. Nessa conta, diga-se, estão quatro militantes da ALN-Molipo que foram mortos pelos próprios “companheiros”. Ela também inclui os que morreram de arma na mão no Araguaia - já lembro a lista total. Este post tem outro objetivo. E, antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre este particular.


O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem qualquer vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Também se consolidou uma outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica.


Neste primeiro post sobre as vítimas dos terroristas de esquerda, listo apenas as pessoas mortas antes do AI-5: nada menos de 19. Em muitos casos, aparecem os nomes dos assassinos.


Se vocês forem procurar na lista dos indenizados com a Bolsa Ditadura, muitos homicidas estão lá, sendo beneficiados por sua “luta contra a ditadura”. Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda é o grupo Terrorismo Nunca Mais. “Ah, lista feita pelo pessoal da direita não vale!!!” E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, estes fatos estão devidamente documentados . Seguem os nomes das 19 pessoas assassinadas antes do AI-5 e, sempre que possível, de seus algozes. Ao longo do dia, publicarei os outros 100 nomes.


Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, eles não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Mentira.


AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5


1 - 12/11/64 - Paulo Macena, Vigia - RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto

2 - 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército - Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

3 - 25/07/66 - Edson Régis de Carvalho, Jornalista - PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.

4 - 25/07/66 - Nelson Gomes Fernandes, almirante - PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.

5 - 28/09/66 - Raimundo de Carvalho Andrade - Cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

6 - 24/11/67 - José Gonçalves Conceição (Zé Dico) - fazendeiro - SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

7 - 15/12/67 - Osíris Motta Marcondes, bancário - SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

8 - 10/01/68 - Agostinho Ferreira Lima - Marinha Mercante - Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

9 - 31/05/68 - Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário - RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

10 - 26/06/68- Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

11 - 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

12- 27/06/68 - Nelson de Barros - Sargento PM - RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

13 - 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

14 - 07/09/68 - Eduardo Custódio de Souza - Soldado PM - SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

15 - 20/09/68 - Antônio Carlos Jeffery - Soldado PM - SP
Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

16- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

17 - 24/10/68 - Luiz Carlos Augusto - civil - RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

18 - 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil - RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

19 - 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

2010 o ano das mentiras

Raphael Curvo

O Congresso Nacional não poderia deixar fechar 2009 sem uma grande pérola que deverá constar dos anais das besteiras que assolam o país e eu não poderia deixar passar. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) joga no ridículo, acompanhada da maioria de seus pares, o Senado Federal. O caso se deu com sua emenda ao Projeto de Política Nacional sobre Mudança do Clima, que foi aprovada em fins de novembro, que estabelece metas de redução das emissões de gases poluentes até 2020 entre 36 e 38%.


Esta lei é que deu base ao discurso do presidente na fracassada conferência das Nações Unidas em Copenhague. "Não é proposta para barganhar, é um compromisso", disse o presidente brasileiro no palco internacional do encontro de chefes de estado. Segundo a lei, é um "compromisso voluntário". A lei aprovada, de acordo com a inteligência da senhora senadora e pares, obedece quem quer, faz quem quiser.


Demonstraram a mais completa falta de conhecimento da estrutura e do espírito de que são requisitos à forma da lei. A lei é para todos, é de caráter geral. Ela se personaliza com seu caráter de coercibilidade, de sanção ou penalidade, de aplicabilidade na obrigação de fazer ou não fazer. Este fato deixou às claras a qualificação da maioria dos membros do Senado Federal e Câmara Federal, ou seja, do Congresso Nacional.


Como se não bastasse o "gogó" do presidente, o seu ministro tranqueira do Meio Ambiente, Carlos Minc, aquele defensor da liberação das drogas, tentou dar um daqueles saltos da Daiane, o "duplo twist carpado", para engabelar a população. Para ele, voluntário tem o significado de autônomo. A verdade é que a essência política e sua razão de ser foram para o espaço. Não há como existir o contraditório em ambiente de pobreza moral, ética e cultural.


Em 2010 a maioria dos brasileiros sabe que será ano de eleição. As mentiras irão ter o maior vigor. São poucos os candidatos que apresentam proposta factível, possível de ser realizada, cumprida. O eleitor ainda é muito carente no quesito avaliação de candidatos. Muitos dos eleitos mal conhecem sobre a atividade política que vão desempenhar e menos ainda do seu papel no contexto social e estrutural do país.


As mentiras virão mesmo sabendo que é grande o perigo que circunda o Brasil. O país encontra-se desmantelado em termos de infraestrutura. As obras do PAC não prosperam na velocidade desejada e necessitada. O setor de saúde em grave questionamento quanto sua capacidade de atendimento e eficiência. A área educacional não consegue superar as falhas e suprir o ensino com a qualidade. O setor industrial está longe do crescimento global para resultar em atividade de grande gerador de empregos e produtividade econômica como espera a Nação brasileira. O governo brasileiro empurrando ao poder municipal a responsabilidade de atendimento a população, em vários níveis e necessidades, uma tarefa que lhe é afeta. O risco do apagão no transporte da produção nacional está latente. O mesmo ocorre com a energia. Isto tudo somado, como exemplos, dá ideia de nosso momento e o que está por vir.


O Brasil tem sua economia sustentada em commodities. Não pode agregar valores pela exigência dos dominadores internacionais do mercado, os quais não permitem tal ousadia, como por exemplo, com o soja. O dinheiro externo que está entrando todos os dias como forma de investimentos é na verdade de aplicação financeira. Segundo analistas, o mercado interno dá sustentação a nossa economia. Tenho dúvidas disso ante a expansão de prazos de crediários e do crédito financeiro além do restrito segmento industrial produtores de bens de alto consumo pela população.


O perigo está na retomada de ganhos de investimentos nos países de menor risco de aplicação. Caso ocorra, em dias, todo esse dinheiro externo vai embora. Haverá súbita desvalorização do Real com sérios desequilíbrios na nossa economia. Repito neste artigo que a valorização do Real não tem lastro na produção. O déficit comercial está crescendo. Poucos são os segmentos empresariais que estão em alta. A economia está fracionada em termos industriais. O que está acontecendo no momento é que o nosso país oferece melhores condições de aplicação financeira em razão dos altos juros. São intensas as operações de "carry trade"" visando o Brasil, mesmo com PIB certamente negativo o que reforça o dito acima. O duro é que não construímos nada, fora o setor agrícola somos o país-do-faz-de-conta, da publicidade e propaganda.


É dessa forma que o governo se apossou de 15 anos de crescimento como se todos se dessem de 2003 para cá. O presidente personalizou os programas sociais de FHC. É deste, FHC, a assinatura do ato de criação de vários programas como também do Plano Real, Enem e muitos outros. A oposição parece que desconhece.


As mentiras estão a caminho. "Minha casa" e outros tantos programas são meros arremedos. As eleições serão personalistas. Os partidos estão na lata de lixo. Não existem alternativas, para muitos, a não ser mentir. Isto torna o 2010 o ano das mentiras.

Autor: Raphael Curvo é jornalista, advogado pela PUC-RJ e pós-graduado pela Cândido Mendes-RJ Fonte: A Gazeta

A crise bate à porta

Por Carlos Chagas

Crise não é, por enquanto. Mas perspectiva de crise, sem dúvida. Ironicamente o que não interessa às forças armadas, ainda que, com certeza, possa favorecer ao governo. Primeiro, os militares protestaram contra o decreto dos Direitos Humanos, aquele que o presidente Lula assinou sem ler e recuou, prometendo modificá-lo. Depois, por iniciativa do ministro da Aeronáutica, deixaram o primeiro-companheiro de saia curta com a divulgação da preferência técnica pela compra dos caças produzidos na Suécia, deixando a opção presidencial dos caças franceses para o fim da fila.


Pode ser coincidência, mas é bom prestar atenção, importando menos saber quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha. Os militares tem razão quando sustentam haver sido o governo a provocá-los com o decreto que revoga a Lei da Anistia, assim como com a decisão que os atropelou, meramente política, em favor dos aviões franceses. Na realidade, são eles que vão pilotá-los.


No reverso da medalha o governo também tem razão, porque o decreto dos Direitos Humanos objetiva apurar, investigar e divulgar quais os responsáveis por práticas de tortura, mesmo anistiados. Não faltam argumentos, também, para justificar a decisão presidencial pela França como matriz de material bélico. A Constituição é clara ao delegar-lhe a atribuição de decidir.


O que se torna perigoso, no caso, é o momento do confronto entre os militares e o poder civil. Parece claro que dentro dessa discutível prática de opinar a respeito de iniciativas governamentais, as forças armadas estão devendo. Nenhum dos comandantes pronunciou-se, pelo menos de público, sobre a entrega de áreas fronteiriças do território nacional a essa estranha parceria entre índios e ONGs interessadas na internacionalização da Amazônia. Alguém soube de protestos castrenses contra o assalto à soberania nacional expresso nas privatizações de setores estratégicos, das telecomunicações ao subsolo?


Por que só agora a voz estridente dos quartéis se faz ouvir? Há quem suponha coincidência entre aquilo que os generais chamam de revanchismo e a possibilidade de o país vir a ser governado por uma ex-terrorista. O presidente Lula teria sido o limite, pois jamais ligou-se à luta armada. Mas Dilma Rousseff disporia de condições para receber as continências do Exército, Marinha e Aeronáutica, sem que seus comandantes aumentassem o nível de um perigoso inconformismo?


De que forma o governo seria favorecido com essa elevação de temperatura? Elementar. Dilma Rousseff não decolou, continua mal nas pesquisas. Perderá a eleição, se as coisas não mudarem. Como entregar o poder aos tucanos seus atuais detentores jamais entregarão, e dada a altíssima popularidade do presidente Lula, no bojo de uma crise fatalmente recrudescerá a proposta de sua continuação no governo. E a crise, se não chegou ainda, dá a impressão de estar batendo à porta...

OBRAS DE FACHADA

Tem raízes profundas e antigas o dilúvio que assola todo o território nacional e vem causando uma tragédia atrás da outra, nas grandes cidades e no interior. Por que, de repente, avenidas transformam-se em rios, morros desabam sobre casas, pontes se desfazem e gente morre aos montes?


Não adianta argumentar que a culpa é de São Pedro, que jamais choveu como agora. O problema está na desídia e na incompetência de governos atuais e anteriores, municipais, estaduais e federal. Deve-se ao olímpico crescimento demográfico, à ampliação urbana desordenada e ao descaso do poder público para obras de saneamento e infra-estrutura, daquelas que não aparecem ou ficam longe dos holofotes. De repente, percebe-se a ausência do estado e dos políticos cuja missão seria prever e prover a nação de mecanismos capazes de enfrentar a natureza. Galerias pluviais insuficientes, rios sem dragagem, estradas e viadutos construídos para enriquecer empreiteiras, licenças para a construção de frágeis residências no alto e nas encostas dos morros – tudo contribui para o caos. Fica, porém, o diagnóstico que os governos deixam de reconhecer: dedicaram-se apenas a obras de fachada. Fonte: ClaudioHumberto

Metade dos recursos de prevenção a desastres foi para a Bahia

A Bahia recebeu quase a metade dos R$ 135,1 milhões utilizados pelo governo federal em 2009 para prevenir danos e prejuízos provocados por desastres naturais em todo o país. O estado recebeu R$ 65,4 milhões (48%) do programa de “prevenção e preparação para desastres”; maior valor entre todas as unidades da federação. Juntos, os quatro maiores estados do país – Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul – receberam R$ 8,3 milhões do programa, gerido principalmente pelo Ministério da Integração. A cifra corresponde a apenas 13% do valor designado para a Bahia, estado onde o ministro Geddel Vieira Lima, que controla a pasta, é pré-candidato ao governo nas eleições de 2010 (veja tabela).


No ano passado, foram reconhecidas situações de emergência e estados de calamidade pública em 950 municípios do país afetados por desastres ambientais, segundo dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Só em Santa Catarina 131 municípios tiveram ocorrências reconhecidas pela Defesa Civil. Já na Bahia houve o reconhecimento das incidências em 50 municípios. No Rio Grande do Sul foi publicado no Diário Oficial da União o registro de situação de emergência e estado de calamidade pública em 209 municípios, o segundo maior número após Santa Catarina. O estado gaúcho, no entanto, ocupa apenas a décima terceira colocação na distribuição de recursos do programa que prevê obras de diminuição dos efeitos de desastres naturais.


Para Santa Catarina, onde a fúria da natureza se manifestou com grande intensidade, foram destinados R$ 5,2 milhões para as ações preventivas. As maiores quantias de recursos do programa, no entanto, foram dedicadas à prefeitura de Salvador, que recebeu de uma só vez R$ 13,3 milhões da Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração, por meio de convênios. O recurso foi aplicado com a finalidade de apoiar obras preventivas de desastres.


Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira, Siafi, e foram coletados a partir de pagamentos por meio de ordens bancárias realizados até o último dia 26 de dezembro. Os números incluem os “restos apagar”, dívidas de anos anteriores quitadas em 2009. Além da Bahia e Santa Catarina, estados como Mato Grosso (R$ 25,9 milhões), Mato Grosso do Sul (R$ 12 milhões), Pernambuco (R$ 5,4 milhões), e São Paulo (R$ 5 milhões) foram os que mais receberam recursos para ações do programa de prevenção no ano passado.


Apesar de só terem sido aplicados, por meio de ordens bancárias, R$ 135,1 milhões, o orçamento do programa é bem maior, chega a quase R$ 646 milhões. O percentual efetivo de desembolsos durante o ano passado (até 26 de dezembro) chegou a 21%.


Entre as ações que integram o programa estão à contenção de encostas, canalização de rios, capacitação de pelo menos 2.399 agentes e comunidades em Defesa Civil, além da mobilização e manutenção de um grupo de apoio a desastres. Fazem parte do programa ainda a construção e ampliação de um Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), orçado em 2009 em R$ 1,8 milhão.


O projeto, no entanto, ainda não saiu do papel devido a dificuldades relacionadas ao terreno que vai abrigar o departamento. O Cenad existe desde 2005 e funciona em três salas na sede do Ministério da Integração, em Brasília, acompanhando e monitorando as ocorrências de desastres ambientais no país.


A assistência humanitária prestada às vítimas de desastres como a operação carro-pipa e a distribuição de cestas básicas são coordenadas pelo centro, que também controla a rede de rádios amadores. O Cenad não é ativado em todas as situações de desastres. Nos casos de menor gravidade as defesas civis locais são incumbidas de contornar os danos. Mas quando há demandas de vários municípios e estados a Cenad entra em ação.


Há ainda a ação de “apoio a obras preventivas de desastres”, na qual foram aplicados R$ 99,3 milhões durante todo o ano passado, conforme matéria publicada nesta segunda-feira pelo Contas Abertas. Contudo, o valor previsto na ação, cuja finalidade é evitar e reduzir perdas e danos provocados por desastres, totalizou R$ 632,2 milhões. Além disso, o principal objetivo da ação é a de elabor projetos de prevenção de desastres “para minimizar o emprego de recursos em decorrência de demandas emergenciais”.


Também é função da ação acompanhar e avaliar a aplicação dos recursos preventivos para, de fato, diminuir a vulnerabilidade das populações beneficiadas com o projeto. Em valores nominais, essa é a mais importante entre todas as outras atividades do programa, e corresponde a 98% dos recursos orçados.


Ações emergenciais

No programa “resposta aos desastres e reconstrução” é o estado catarinense que se destaca com R$ 268 milhões recebidos em ações de socorro e assistência às pessoas afetadas por desastres. Santa Catarina é seguida pela Bahia (R$ 125,5 milhões) e Piauí (R$ 119,3 milhões). O programa prevê o restabelecimento das atividades essenciais e a recuperação dos danos causados, sobretudo nos casos em que é reconhecido estado de calamidade pública e situação de emergência.


Também receberam grandes quantias do programa os estados do Maranhão (R$ 95,5 milhões), Rio de Janeiro (R$ 90,7 milhões) e Amazonas (R$ 84,3 milhões). Na outra ponta estão Roraima (R$ 50,4 mil), Acre (R$ 58,1 mil) e Amapá (R$ 75,7 mil).


Para o economista e vice-presidente do Sindicato dos Economistas do estado de São Paulo, Paulo Brasil, as chuvas torrenciais, vendavais e enchentes que se tornam cada vez mais constantes parecem uma resposta ao tímido acordo entre líderes mundiais durante a Conferência das Nações Unidas contra o aquecimento global, que ocorreu no final do ano passado em Copenhague, na Dinamarca. “É como se pensassem: quando acontecer o pior nós procuramos uma solução”, diz.


Paulo Brasil afirma que é preciso respeitar a natureza com ações antecipadas. “Todas as ações preventivas geram muito mais efeito que aquelas feitas posteriormente. Se não forem tomadas estas medidas, o custo para os cofres públicos será muito maior”, pondera. “A lição muito dolorosa que fica, por conta das vidas perdidas, é a de que é preciso ser levado a frente os recursos destinados a prevenção dos acidentes naturais, a fim de minimizar seus impactos sobre a vida humana”, completa.


Sobre o fato da maior quantia do programa preventivo ser destinada a Bahia, o economista lembra que é difícil desatrelar o orçamento do ambiente político. “O enlace entre as duas questões ficou ainda mais evidente com a relação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a candidatura à sucessão do presidente Lula”, observa. “Não tem como desvincular o lado político dos repasses, que muitas vezes serve para, no mínimo, lustrar a imagem dos candidatos, até porque disparidade em número, muitas vezes, não são justificáveis tecnicamente”, conclui.


O outro lado

Sobre a execução do programa de prevenção a desastres, majoritariamente gerido pelo órgão, a secretária Nacional de Defesa Civil, Ivone Valente, pondera que apesar dos valores pagos alcançarem o percentual de apenas 21%, grande parte dos recursos foram empenhados, isto é, comprometidos em orçamento. “Os recursos de prevenção estão na modalidade de convênio, na qual a legislação é muito clara: o município convenente precisa apresentar o projeto básico, a licença ambiental, o responsável técnico e uma lista de 14 documentos, além de parecer jurídico, para que, em seguida, possamos pagar a primeira parcela. Há ainda as dificuldades administrativas das prefeituras na elaboração dos projetos”, argumenta.


Ivone Valente ressalta ainda que a Defesa Civil Nacional não tem a missão de realizar grandes obras de prevenção. “Nós fazemos apenas pequenos serviços. Nosso orçamento é muito em função dos próprios desastres”, diz. “O Ministério do Planejamento entende que não há como prever que volume será preciso, porque a demanda é em função das ocorrências. Então, nossos recursos são sempre por meio de medidas provisórias. Ou seja, quando acontecem os eventos”, explica.


Em São Paulo, por exemplo, segundo a secretária, geralmente os municípios têm capacidade de responder as suas ocorrências. Desta forma, dificilmente solicitam recursos do governo federal, já que detêm recursos próprios. Sobre a metade dos recursos de prevenção ser destinada ao estado da Bahia, Ivone Valente enfatiza que durante muito tempo o estado deixou de ser contemplado com verba para obras estruturais. Para ela, não há uma diferenciação com recursos de prevenção a desastres. "Na área de macrodrenagem, por exemplo, que é o grande foco de prevenção de desastre do ministério, junto a drernagem urbana, nós tivemos R$ 180 milhões nos últimos três anos. Deste valor, não foi nada para a Bahia”, afirma.

Autores:Amanda Costa e Milton Júnior
Fonte: Contas Abertas

Tragédias e mortes: governo gastou apenas 21% com prevenção a desastres em 2009



No ano passado, a natureza mostrou seu lado perigoso, com chuvas torrenciais, vendavais e enchentes que provocaram caos no trânsito, destruíram casas e também tiraram a vida de muitas pessoas em vários municípios do país. O incidente mais recente aconteceu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com um saldo de quase 50 mortos. Para minimizar os transtornos decorrentes dos desastres ambientais, em 2009 o governo federal destinou R$ 646,6 milhões para ações preventivas como contenção de encostas, canalização de rios e capacitação de agentes da Defesa Civil. No entanto, apenas 21% dessa quantia (R$ 138,2 milhões) foi efetivamente gasta (veja a tabela).


Por outro lado, dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que o governo federal gastou dez vezes mais para remediar ao invés de prevenir. No programa de “resposta aos desastres e reconstrução”, os desembolsos foram bem maiores. Do R$ 1,9 bilhão previsto para projetos após a ocorrência dos desastres, R$ 1,4 bilhão foi efetivamente aplicado, ou seja, 72% do total orçado para todo o ano de 2009 (veja a tabela). Os dados incluem os chamados “restos a pagar” – dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes.


No caso especifico do Rio de Janeiro, o estado recebeu R$ 1,6 milhão do programa de prevenção, o que representou somente 1,2% do total aplicado pela União ao longo do ano passado. Do programa de resposta aos desastres, o Rio embolsou R$ 90,7 milhões, ou seja, 7,3% do total gasto pelo governo federal com o programa.


A prova da fúria da natureza está no fato de que até setembro do ano passado – dado mais atual disponível –, o governo federal decretou situação de emergência e estado de calamidade pública em 841 municípios brasileiros – quase 94 por mês. E os registros parecem aumentar a cada ano. Durante todo o ano de 2008, o número foi de 831. No ano anterior, foram afligidas 525 cidades.


No programa preventivo, esteve previsto no orçamento do ano passado a construção e ampliação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O valor destinado ao empreendimento chegou a R$ 1,8 milhão. Contudo, o projeto não saiu do papel. Em outra ação, a de “capacitação de agentes e comunidades em Defesa Civil”, que previa habilitar 2.399 atores, foi aplicada a metade dos recursos. Para este fim, estavam autorizados cerca de R$ 2,5 milhões, dos quais R$ 1,2 milhão foi pago.


O projeto de “coordenação e fortalecimento do Sistema Nacional de Defesa Civil”, por sua vez, também teve 50% de execução. Do total de R$ 7,7 milhões destinados ao projeto, R$ 3,8 milhões foram gastos. Do programa de prevenção, a cifra de R$ 99,3 milhões aplicadas na ação de “apoio a obras preventivas de desastres” é a maior. Contudo, o valor fica bem aquém dos recursos previstos na ação, que totalizaram R$ 632,2 milhões.


Já no programa que tende a promover o socorro e dar assistência às pessoas afetadas por desastres, o governo aplicou nas ações de “socorro e assistência as pessoas atingidas por desastres” e a de “restabelecimento da normalidade no cenário de desastres”, respectivamente, R$ 562,2 milhões e R$ 806,7 milhões. Também foram gastos R$ 17,2 milhões com a “reabilitação dos cenários de desastres” (Clique aqui para ver todas as ações deste programa).
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“Déjà vu”

A história se repete. Em 2008 também houve distorção entre o orçamento dos dois programas. Do montante global previsto para a rubrica de prevenção e preparação para emergências e desastres, R$ 616,5 milhões, apenas R$ 112,6 milhões foram gastos, ou seja, 18% do total. Somente R$ 18,3 milhões da ação de “apoio a obras preventivas de desastres”, que compõe o programa, por exemplo, foram desembolsados de uma dotação autorizada de R$ 533,3 milhões, o que representou menos de 5%. O percentual de execução do programa foi maior quando considerado os empenhos (reserva de recursos), fase que antecede o pagamento. Cerca de R$ 319 milhões foram empenhados, 52% do total previsto.


Já o programa de resposta aos desastres teve dotação orçamentária e gastos bem superiores ao programa de prevenção. Do quase R$ 1,2 bilhão autorizado em 2008 (o montante sofreu adicionais por meio de medida provisória depois da tragédia em novembro em Santa Catarina), cerca de R$ 481 milhões foram aplicados, ou seja, 41% da verba prevista em orçamento. Dos R$ 217 milhões previstos para a ação de “socorro e assistência às pessoas atingidas por desastres”, R$ 301 milhões foram efetivamente gastos, o que representou 47% do total.


Para o professor de geologia do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília, José Oswaldo Filho, existe no Brasil um descaso generalizado nas ações preventivas. “É como diz o velho ditado: o brasileiro só fecha a porta depois que é roubado. É muito mais fácil prevenir do que remediar. E se esse planejamento orçamentário fosse realmente seguido, talvez tivéssemos evitado muitas lágrimas e muita dor, que é recorrente todos os anos”, lamenta.


De acordo com o geólogo, existem ciclos naturais que não permitem evitar os desastres naturais. No entanto, argumenta Oswaldo Filho, todo ano diversas regiões são castigadas com chuvas e secas decorrentes da desorganização urbana. “Uma ocupação desordenada às margens de um rio, por exemplo, onde se sabe que há um nível mínimo e máximo de cheia das águas, é um ato irresponsável e isso pode ser evitado. A ocupação urbana faz com que as áreas de impermeabilização do solo aumentem. Assim, como a água tem de escorrer para algum lugar, ela vai acumular mais em determinados pontos", alerta.


O Contas Abertas entrou em contato com a assessoria do Ministério da Integração Nacional, que é o principal órgão responsável pelos dois programas, mas até o fechamento da matéria não houve resposta.


Amanda Costa e Milton Júnior
Fonte: Contas Abertas

Financial Times: mérito de Lula é continuar FHC

A cotação do presidente Lula está em alta na Europa. Escolhido o “Homem do Ano” pelos jornais Le Monde (francês) e El País (espanhol), o inglês Financial Times (FT) listou-o entre as 50 personalidades que moldaram a primeira década do século 21. Ao justificar a sua escolha, o jornal britânico tratou de dividir o sucesso de Lula com seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Sobre sua popularidade, destaca: “O que faz os brasileiros amarem Lula é a baixa inflação” - herança do Plano Real da era FHC. E lembra que, quando oposição, Lula criticou duramente as ações da política econômica do antecessor, “mas foi esperto o suficiente para mantê-las”.


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Faltou ao FT dizer que no Congresso, nos comícios, nas campanhas eleitorais, nos sindicatos e nas ruas Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) trabalhavam para derrubar, uma a uma, as ações de política econômica que eles trataram de preservar quando chegaram ao governo. Quem viu Lula e o PT em campanha contra as privatizações, com xingamentos agressivos, não o imaginava dois anos depois desautorizando o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, a tentar reestatizar a Vale. “Não quero que meu governo passe a imagem de que somos contra e vamos desfazer as privatizações”, advertiu Lula em 2003.


Mas o FT está certo em cutucar Lula naquilo que ele jamais admitiu e, pior, nega quando fala a respeito. Por mais oposição que tenha praticado antes, nenhum líder político começa a governar seu país com atitudes de ruptura com o que encontrou. “Vamos mudar tudo que está aí”, prometiam Lula e companheiros. A expressão não diz nada, é oca, vazia, não especifica o que vai mudar, mas é boa de marketing popular e péssima como mensagem de governo. Deu no que deu em 2002, com o dólar beirando R$ 4 e o risco País chegando a 3 mil pontos.


“Nunca antes na história deste país”, continuou Lula depois que virou presidente. Arrogante, esquece que apenas deu continuidade àquilo que herdou. Ele costuma glorificar os avanços de seu governo na área social. Realmente o Bolsa-Família é um programa social bem-sucedido, elogiado por outros governantes, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas Lula omite que o programa foi criado no governo anterior e que a sua mais genial inventividade – a estrutura de um cadastro das famílias de alcance nacional e o cartão bancário que eliminou a secular e corrupta intermediação dos políticos – foi concebida por uma equipe de economistas, entre eles Ricardo Paes de Barros, que os petistas rotulavam de tucanos neoliberais. Na época, o Instituto da Cidadania, ligado ao PT, apresentava ao País um es-drúxulo plano para eliminar a fome, com um fundo alimentado por uma taxa cobrada em gorjetas de restaurantes. Lula podia criticar a quantia de apenas R$ 15 que FHC dispensava às famílias por filho na escola e lembrar, com justiça, que sua gestão elevou o valor e ampliou o cadastro de famílias, mas não é ético tomar a si a autoria do programa, que não lhe pertence.


Ainda na série “nunca antes na história deste país”, sua única concessão foi dirigida ao ditador João Baptista Figueiredo, ao afirmar que só o general construiu mais casas do que ele, mas omite e não reconhece um fato bem mais recente vivido na democracia: é o sistema de câmbio flutuante e metas de inflação, criado na gestão Armínio Fraga no Banco Central, e com sabedoria mantido por ele e Henrique Meirelles, que mantém a inflação baixinha e garante sua popularidade.


É justo constatar que o País progrediu no governo Lula. Ele e sua equipe de petistas demoraram a aprender, tropeçaram nas Parcerias Público-Privadas, tomaram decisões erradas quando tentavam inventar – caso do programa Meu Primeiro Emprego. E levaram o País ao retrocesso político ao tolerarem, não punirem e até incentivarem a corrupção, ao lotearem cargos técnicos com apadrinhados despreparados e mal-intencionados, ao interferirem politicamente em funções do Estado que existem para servir ao cidadão, e não aos interesses do governo. Não fizeram as reformas, na política diplomática não chegaram a contar vitórias e continuam errando no plano político-institucional.


Mas é legítimo reconhecer os méritos: a economia cresceu e milhares de empregos foram criados, a área social ganhou impulso, surpreendentemente o País saiu da crise antes do esperado e a última pesquisa do IBGE sobre o Produto Interno Bruto (PIB) trouxe a boa notícia: o investimento produtivo voltou e tudo indica que de forma sustentada. O futuro, portanto, é promissor e Lula ajudou a construí-lo. Mas não só ele. Ninguém é onipotente, muito menos quem tem responsabilidade de governar e preservar o que foi feito antes. O Brasil perdeu a década de 1980 inteira, sofrendo com uma inflação absurda que emperrava o progresso, impedia investimentos, concentrava a renda. Derrubar a inflação foi o primeiro passo para reverter esse quadro e começar a construir um novo País. E isso ocorreu com o Plano Real, em 1994, em pleno ano eleitoral e apesar da oposição de Lula e do PT, que decretavam vida curta a “este plano eleitoreiro”.


Argentina – Ao contrário do Brasil, superar a crise não está fácil para a Argentina. É certo que foi afastado o fantasma da moratória (e todas as suas mazelas), que rondou o governo de Cristina Kirchner até meados de 2009, mas o acesso ao crédito internacional continua fechado e ajudando a alongar os efeitos da crise. Com a economia em recessão e a receita tributária em queda, o governo ampliou sua intervenção em negócios privados para buscar dinheiro e atenuar seu déficit fiscal, mas criou ambiente de insegurança e risco jurídico que causa fuga dos investimentos e impede a economia de decolar.


Sob intervenção há três anos, ninguém acredita nos indicadores econômicos do Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec). A previsão do governo de inflação entre 6% e 7% em 2010 é ignorada pelo mercado, que espera repetir os 15% de 2009. Fazer recuar a inflação a menos de dois dígitos, conseguir abrir as portas do crédito internacional e atrair investimentos são desafios que Cristina Kirchner vai enfrentar com dificuldades em 2010. Fonte: ProsaePolítica

(*) Suely Caldas é jornalista e professora de Comunicação da PUC-Rio / E-mail: sucaldas@terra.com.br

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